Como escolher o cobertor certo
Em uma frase: peça térmica principal da cama no inverno, em geral em poliéster, dimensionada para cobrir o colchão com queda lateral suficiente. Funciona como camada única em climas amenos, ou como camada inferior combinada com edredom em regiões mais frias.
Cobertor é a peça que aquece a cama. A escolha certa equilibra três variáveis: tamanho da cama, gramatura adequada ao clima onde você dorme e construção compatível com a sua sensibilidade ao toque. Esta página reúne todos os cobertores da Casa Bergan. Para chegar mais rápido ao modelo certo, navegue por tamanho em Cobertor King, Cobertor Queen, Cobertor Casal e Cobertor Solteiro, ou continue lendo para entender as diferenças entre as construções.
Tipos de construção: microfibra, sherpa e dupla face
Cobertores no mercado brasileiro são predominantemente fabricados em poliéster, em diferentes acabamentos. Cada construção tem uma característica de toque, retenção térmica e cuidado de lavagem.
Microfibra simples
A microfibra simples usa fios sintéticos finos em construção leve. Tem toque liso, secagem rápida e baixa retenção de poeira. É a construção mais comum em cobertor, indicada para uso ao longo do ano em climas amenos. Linha-âncora no catálogo: Buddemeyer Aspen II.
Microfibra aveludada e flanelada
Variação da microfibra com escovação adicional que cria pelo curto na superfície. Toque mais macio e retenção térmica maior do que a microfibra simples. Linha-âncora no catálogo: Dohler Eva (microfibra flanelada, 350 g/m²).
Sherpa
Imitação de pelagem ovina em poliéster, com textura tridimensional e pelo longo de um lado. Retém mais calor do que microfibra lisa de mesma gramatura. Em geral é apresentada em construção dupla face, com sherpa em uma face e microfibra ou flanela do outro lado. Linha-âncora no catálogo: Karsten Eliot, com efeito jacquard de relevo na superfície.
Dupla face
Duas construções diferentes em um só cobertor. As combinações mais comuns são sherpa com flanela e jacquard texturizado com flanela. Permite reverter conforme a noite ou a estação, e prolonga o uso da peça por mais meses do ano. Linha-âncora no catálogo: Kacyumara Blanket Duet, com jacquard de losangos em uma face e flanela na outra, 500 g/m².
Algodão
Cobertores 100% algodão são pouco comuns no mercado brasileiro de têxtil cama. A maior parte das peças que aparecem como "cobertor de algodão" em buscas se refere a mantas leves de algodão, que cumprem função semelhante em climas amenos. Para algodão genuíno, vale considerar mantas de cama em algodão penteado, disponíveis em Peseira e Manta para Cama.
Para peça com enchimento siliconado e visual estruturado para cama posta, com possibilidade de variar capa, veja a categoria de edredom. Para peça pronta dupla face com sherpa que dispensa capa, veja a categoria de coberdrom. Para camada decorativa leve, veja a categoria de manta para cama.
Gramatura: como ela define o nível de aquecimento
Gramatura é a densidade do cobertor, medida em gramas por metro quadrado (g/m²). É o melhor indicador objetivo de quanto o cobertor aquece. A tabela abaixo orienta a escolha por clima e mapeia cada faixa para as linhas disponíveis no catálogo.
| Faixa de gramatura | Indicação de uso | Linhas no catálogo |
|---|---|---|
| Até 300 g/m² | Meia-estação, climas amenos e capitais litorâneas como Rio de Janeiro, Vitória e Salvador | Kacyumara Blanket 300 |
| 350 g/m² | Inverno moderado em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e interior do Sudeste | Dohler Eva |
| 400 g/m² | Frio moderado a intenso em capitais e cidades de transição | Altenburg Desert |
| 500 g/m² ou superior | Inverno encorpado de Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e regiões serranas | Kacyumara Blanket Duet (500 g/m²), Kacyumara Blanket 700 |
| Construções especiais | Maior retenção térmica em qualquer faixa, com construção que retém mais calor que microfibra de mesma gramatura | Karsten Eliot (sherpa com flanel), Kacyumara Blanket Duet (jacquard com flanel) |
A gramatura nem sempre vem declarada na ficha técnica de toda linha. Quando o número não é dado, a referência é o material e o acabamento: sherpa e construções dupla face costumam ser mais densas e mais quentes do que microfibra simples de mesma metragem. Quem combina cobertor com edredom pode usar gramatura uma faixa abaixo da indicada para o clima da cidade, já que a camada superior segura grande parte do calor.
Cobertor por tamanho de cama
Cada tamanho de cama pede uma medida específica de cobertor para garantir caimento adequado e queda lateral suficiente.
| Tamanho | Medida da peça | Colchão indicado |
|---|---|---|
| Solteiro | 1,50 x 2,00 m a 1,60 x 2,20 m | 0,88 a 0,96 m de largura |
| Casal | 1,80 x 2,20 m a 2,00 x 2,30 m | 1,38 a 1,40 m de largura |
| Queen | 2,20 x 2,40 m | 1,58 x 1,98 m |
| King | 2,40 x 2,60 m a 2,60 x 2,80 m | 1,93 x 2,03 m |
Se a sua cama é casal queen ou super-casal (acima de 1,40 m de largura), considere subir um tamanho e escolher cobertor queen para evitar queda lateral curta. Para cama de viúva (1,00 a 1,10 m), o cobertor solteiro padrão atende bem.
Marcas que selecionamos para esta categoria
A curadoria Casa Bergan em cobertor reúne fabricantes brasileiros com presença consolidada no segmento têxtil cama, organizados por faixa de gramatura e tipo de construção.
Kacyumara
Fabricante com a maior variedade do nosso catálogo em cobertor. As linhas Blanket cobrem o espectro de uso, da meia-estação ao inverno encorpado: Blanket 300 (300 g/m²) para climas amenos e capitais litorâneas; Blanket Duet (500 g/m²) com construção dupla face, jacquard de losangos em uma face e flanela na outra, para inverno encorpado; Blanket 700 para climas frios prolongados. Catálogo completo em Kacyumara.
Buddemeyer
Fabricante brasileira fundada em 1953. Em cobertor, a linha Aspen II em microfibra 100% poliéster atende quem busca peça leve e versátil para uso ao longo do ano. A linha Buddemeyer Luxus reúne acabamentos diferenciados em outras categorias têxteis. Catálogo completo em Buddemeyer.
Dohler
A linha Cobertor Dohler Eva (350 g/m², microfibra flanelada macia) é o lançamento Dohler em cobertor no nosso catálogo, indicada para inverno moderado de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Catálogo completo em Dohler.
Altenburg
A linha Cobertor Altenburg Desert (400 g/m², aveludado em flanel fleece texturizado) atende a faixa de frio moderado a intenso, com toque aveludado e barra de 5 cm de acabamento. Catálogo completo em Altenburg.
Karsten
Karsten participa do catálogo com a linha Eliot em microfibra sherpa com efeito jacquard, dupla face com flanela. Catálogo completo em Karsten.
Trussardi
Trussardi participa pontualmente do segmento de cobertor com peça em microfibra de toque aveludado. Catálogo completo em Trussardi.
Perguntas frequentes sobre cobertores
Qual a diferença entre cobertor, manta e coberdrom?
Cobertor é peça térmica, em geral de poliéster, dimensionada para cobrir a cama com sobra para queda lateral. Manta é peça menor, mais decorativa que térmica, usada como camada de acabamento sobre a cama ou no sofá. Coberdrom é peça intermediária entre cobertor e edredom: tem duas faces costuradas em matelassê, com microfibra de um lado e sherpa do outro, sem enchimento siliconado solto e sem capa. Cada tipo tem categoria própria: cobertor, manta para cama, coberdrom e edredom.
Como escolher a gramatura do cobertor para o inverno do Sul e Sudeste?
Para São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e interior do Sudeste, faixa 350 a 400 g/m² atende a maior parte do inverno moderado. Para Rio de Janeiro, Vitória, Salvador e capitais litorâneas com inverno mais ameno, faixa até 300 g/m² costuma ser suficiente. Para Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e regiões serranas, vale considerar 500 g/m² ou superior, ou construção sherpa dupla face. Quem dorme com edredom em cima pode usar gramatura uma faixa abaixo da indicada para o clima local.
Cobertor de microfibra ou de algodão: qual escolher?
Microfibra é a construção dominante em cobertor: tecido sintético, retém calor com menos peso, secagem rápida e manutenção fácil. Algodão genuíno em cobertor é menos comum no mercado brasileiro e costuma ser mais leve e respirável, próximo de uma manta de cama. Para peça térmica, microfibra (especialmente aveludada ou sherpa) costuma render mais. Para toque natural e respirabilidade, vale considerar mantas de algodão penteado.
O que é cobertor sherpa e quando faz sentido?
Sherpa é construção em poliéster que imita a pelagem ovina, com pelo longo e textura tridimensional. Retém mais calor do que microfibra lisa de mesma gramatura. Faz sentido para climas frios prolongados e para quem prefere uma peça mais encorpada, com toque volumoso e maior retenção térmica. A maior parte das linhas com sherpa é dupla face, com microfibra ou flanela do outro lado.
Cobertor dupla face vale a pena?
Vale quando você quer ter duas opções térmicas em uma só peça. Construções dupla face (sherpa com flanela ou jacquard texturizado com flanela) entregam mais calor de um lado e textura mais leve do outro, o que permite alternar conforme a noite ou a estação e prolonga o uso da peça por mais meses do ano. As linhas Karsten Eliot (sherpa com flanel) e Kacyumara Blanket Duet (jacquard de losangos com flanel, 500 g/m²) trabalham essa construção.
Cobertor pode ser usado com edredom ou substituí-lo?
As duas configurações funcionam. Cobertor sozinho é suficiente para climas amenos e para quem prefere menor peso na cama. Cobertor com edredom em cima cria duas camadas térmicas, indicado para noites mais frias. A vantagem de combinar é poder remover o edredom em noites mais quentes mantendo o cobertor.
Como lavar e conservar o cobertor sem comprometer a maciez?
Para microfibra e sherpa, a recomendação geral é máquina em ciclo suave, água até 30 °C, sabão neutro, sem alvejante e sem amaciante. Amaciante tende a saturar as fibras e reduzir a maciez ao longo do tempo. Secagem à sombra, sem máquina de secar com calor alto, preserva o pelo e a estrutura do tecido. Sempre conferir a etiqueta de cada peça para variações específicas da linha.
Cobertor para o inverno: o que considerar agora
Para quem está montando a cama do inverno no Sul, no Sudeste ou em regiões serranas, três pontos práticos ajudam na escolha:
- Compre antes do pico. Junho e julho concentram a demanda; modelos sherpa e dupla face em queen e king são os primeiros a esgotar nas linhas mais procuradas. Maio é o melhor mês para garantir tamanho, gramatura e cor desejados.
- Faça a transição em camadas. Comece o outono com cobertor leve sobre o lençol; quando a temperatura cair, adicione o edredom por cima. Esse esquema permite ajustar o calor sem trocar a cama inteira.
- Reserve uma peça para a serra. Quem viaja com frequência para Campos do Jordão, Gramado, Bento Gonçalves ou Monte Verde costuma precisar de gramatura mais alta do que a do clima de casa. Vale ter um cobertor sherpa dupla face dedicado para esse uso.


















































